“A Dra. Laís é uma excelente profissional, muito simpática, explica-nos com detalhes os exames que realiza ao longo da consulta e deixa claras as opções de tratamento e os prós e contras de cada uma.”
— Beatriz Oliveira
Trombose venosa Sinais, diagnóstico e avaliação
A trombose venosa acontece quando um coágulo se forma dentro de uma veia profunda, mais frequentemente nas pernas. É uma condição que pede avaliação rápida — mas também é uma das queixas em que o susto costuma chegar antes do diagnóstico, e nem toda dor ou inchaço na perna significa trombose.
Dra. Lais Rizzato RezendeCirurgiã vascular · CRM-SP 167080 · RQE 142063
Atendimento particular · Não atendemos convênios
Quais são os principais sinais de trombose?
A trombose venosa profunda pode se manifestar de forma súbita e geralmente acomete uma das pernas.
Inchaço súbito em uma perna
Dor ou sensibilidade na perna
Aumento da temperatura da pele
Vermelhidão ou mudança de cor
Peso ou endurecimento da perna
Dor que piora ao caminhar ou em pé
Procure atendimento imediato se houver falta de ar súbita, dor no peito, tosse com sangue ou desmaio — podem indicar uma complicação grave.
Avaliações no Google
“…muito gentil e humana, conseguiu resolver meu caso e esclarecer todas minhas dúvidas, sou muito grato.”
— Felipe Scarpa
“Ótima experiência. Atendimento pontual, equipe educada e ambiente agradável. Excelente opção para quem busca um angiologista em Sorocaba.”
— Walter Neto
Entenda em detalhe
Quem tem mais chance de desenvolver trombose
A trombose raramente aparece isolada: na maior parte das vezes existe uma situação por trás que reduziu o movimento, alterou a coagulação ou machucou a parede da veia. Reconhecer esse contexto muda o peso que os sintomas ganham na avaliação.
- Imobilização e pós-operatório
- Cirurgias de maior porte, fraturas, internações e longos períodos acamado.
- Viagens longas
- Várias horas sentado, sem movimentar as pernas.
- Gestação e puerpério
- O risco permanece elevado por algumas semanas após o parto.
- Anticoncepcional e reposição hormonal
- Especialmente quando somados ao tabagismo.
- Tabagismo e obesidade
- Fatores que se somam a outros e aumentam o risco global.
- Câncer e alguns tratamentos oncológicos
- Tanto a doença quanto parte das terapias favorecem a coagulação.
- Histórico pessoal ou familiar
- Episódios anteriores e trombofilias já conhecidas.
Ter um fator de risco não significa ter trombose, nem que ela vá acontecer. Também vale o contrário: parte dos casos ocorre em pessoas sem nenhum fator identificável. O que esses dados fazem é orientar o quanto vale investigar diante de um sintoma — e é justamente isso que a consulta define.
Como o diagnóstico é confirmado
O ultrassom Doppler venoso é o principal exame para confirmar ou afastar trombose venosa profunda nas pernas. Na prática, é um exame simples: gel sobre a pele e o transdutor percorrendo o trajeto das veias, sem agulhas, sem contraste e sem preparo prévio.
Durante o exame, a médica faz manobras de compressão em pontos específicos — uma veia saudável se fecha sob leve pressão, uma veia com trombo não. É desconfortável em alguns pontos quando a perna já está dolorida, mas não é um exame doloroso. Costuma levar poucos minutos e mostra se há trombo, em que altura ele está, qual a extensão e como está o fluxo no restante do sistema venoso.
Aqui o ultrassom é realizado no próprio consultório, pela médica que está conduzindo o caso — o que evita o intervalo entre a consulta, o agendamento do exame em outro serviço e o retorno com o laudo. Em uma suspeita de trombose, esse intervalo é justamente o que se quer encurtar.
Quando o exame não mostra alteração mas a suspeita clínica permanece, a conduta pode incluir repetir o ultrassom em alguns dias ou seguir com outros exames — a decisão é individualizada.
Como é o tratamento
Confirmada a trombose, o tratamento costuma começar de imediato, na maior parte dos casos com anticoagulação. O objetivo é impedir que o coágulo cresça ou se desloque, e permitir que o organismo o reabsorva com o tempo.
A duração do tratamento não é a mesma para todo mundo. Ela depende de onde está o trombo, da extensão, de ter havido um fator desencadeante claro — uma cirurgia ou uma viagem, por exemplo — ou de a trombose ter surgido sem causa aparente. Casos com gatilho identificado e resolvido costumam ter um curso diferente daqueles em que nenhuma causa foi encontrada.
O acompanhamento é mais próximo nas primeiras semanas e vai se espaçando conforme a evolução. A rotina não precisa parar: caminhar é geralmente estimulado, e trabalho, exercício e viagens vão sendo retomados de forma escalonada, com orientação. Meia de compressão pode ser indicada, assim como cuidados específicos enquanto durar a anticoagulação.
Nada disso se define por texto. São decisões que dependem do exame, do histórico e da resposta ao tratamento — e é o que se organiza na consulta.
Por que o acompanhamento continua
Passado o período crítico, é comum a pessoa achar que o assunto está encerrado. Ele não está, e essa é a parte que costuma receber menos atenção.
A trombose pode deixar sequelas nas válvulas e na parede da veia acometida. Quando isso acontece, surge a síndrome pós-trombótica — inchaço que volta, peso, dor no fim do dia, alterações na cor da pele e, em casos mais avançados, feridas na perna. Ela pode se manifestar meses ou anos depois do episódio inicial.
Há também o risco de um novo episódio, que varia bastante conforme a causa da primeira trombose e o que foi encontrado na investigação.
Por isso o seguimento com o cirurgião vascular continua depois que o quadro agudo passa: para acompanhar como a veia ficou, orientar medidas de compressão quando indicadas e reconhecer cedo qualquer sinal de recorrência. É um cuidado de médio e longo prazo, não um episódio isolado.
Como prevenir em situações de risco
A prevenção pesa mais nas situações de risco aumentado do que no dia a dia comum:
- Em viagens longas
- Levantar periodicamente, movimentar tornozelos e panturrilhas, manter a hidratação e evitar longas horas na mesma posição.
- No pós-operatório e em internações
- Sair do leito o quanto antes, conforme liberação da equipe.
- Em períodos de imobilização
- Gesso, repouso prolongado, recuperação de fraturas.
Meias de compressão e medidas medicamentosas de profilaxia têm indicação específica e não servem para todo mundo — precisam ser avaliadas caso a caso. Quem já teve trombose, tem histórico familiar ou vai passar por cirurgia de maior porte se beneficia de uma avaliação vascular antes, e não depois.
Dúvidas frequentes
Trombose pode acontecer sem dor?
Pode. Alguns casos se manifestam apenas com inchaço, sensação de peso ou cansaço na perna, e há situações em que os sintomas são discretos a ponto de passarem despercebidos. É um dos motivos pelos quais o contexto de risco pesa tanto na decisão de investigar.
Quem já teve trombose pode ter de novo?
Sim, e o risco varia bastante conforme a causa do primeiro episódio. Trombose ligada a um fator temporário e já resolvido costuma ter comportamento diferente daquela que surgiu sem causa identificável. Definir em que grupo o caso se encaixa faz parte da avaliação.
Trombose tem relação com varizes?
São condições diferentes: varizes afetam o sistema venoso superficial e a trombose venosa profunda ocorre nas veias profundas. Elas podem coexistir, e a inflamação de uma veia varicosa — a tromboflebite superficial — às vezes é confundida com trombose profunda. O ultrassom distingue as duas.
Anticoncepcional aumenta o risco?
Aumenta, em graus diferentes conforme a formulação, e o risco cresce quando se somam tabagismo, obesidade ou histórico familiar de trombose. Não significa que quem usa anticoncepcional vá desenvolver trombose — significa que essa informação entra na conta quando existe um sintoma ou um histórico a considerar.
Posso viajar de avião depois de uma trombose?
Na maior parte dos casos sim, com orientação e no momento adequado. O que muda são os cuidados durante o voo e a fase do tratamento em que a viagem acontece. É uma decisão que depende de como está o caso.
Quanto tempo leva para o coágulo desaparecer?
Varia bastante. Parte dos trombos é reabsorvida ao longo de semanas a meses, outra parte deixa alterações permanentes na veia, e há casos intermediários. O ultrassom de controle é o que mostra a evolução real de cada caso.
Preciso de encaminhamento para consultar?
Não. A consulta com a cirurgiã vascular pode ser agendada diretamente pelo WhatsApp da clínica. O atendimento é particular, sem convênios.
Localização e contato
Consultório de cirurgia vascular em Sorocaba, com ultrassom Doppler vascular realizado no local.
- Endereço
- Av. Washington Luiz, 685 — 6º andar, sala 67 — Jardim Emília, Sorocaba/SP
- (15) 99747-8510
- Telefone
- (15) 3232-0323
- Atendimento
- ParticularNão atendemos convênios
As mensagens são respondidas de segunda a sexta, das 8h às 17h.
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